terça-feira, 13 de maio de 2014

DECIDIR

A palavra decidir faz parte da vida de boa parte daqueles que trabalham como administradores. Decidir, determinar, resolver, dispor, são palavras que denunciam que entre as milhares de possibilidades possíveis uma foi a escolhida. E é exatamente aqui que se encontra o real cerne da questão: saber se a decisão tomada é a melhor decisão. Para isso algumas pessoas desenvolvem métodos, um deles é famoso: “Nunca tome uma decisão de cabeça quente”. Segundo estas pessoas, decidir com a cabeça fria propicia a clareza das questões envolvidas, de modo a encaminhá-las com maior objetividade. Há também os que dizem: “Nunca decida com o coração, a razão é a melhor ferramenta para uma decisão administrativa”. Essa forma de pensar aponta para um homem cerebral, que faz contas, vê probabilidades e diante destes dados decide. Enfim, existem infinitos métodos que garantem uma decisão acertada.


No entanto, algumas vezes, ou para algumas pessoas, o método de nada vale, pois não passa de teoria que é dita ao vento. O mundo da administração e vários outros estão repletos daqueles que dizem o que lhes vêm à mente quando estão furiosos e depois se arrependem. A máxima de não decidir de cabeça quente fica para trás e depois a pessoa precisa recolher os cacos e ver o que pode ser feito. Há também os que dizem que se deve decidir com a razão, mas colocam o filho como sucessor de sua empresa porque entendem que assim podem demonstrar amor ao filho. O filho pode até se sentir amado, mas em muitas vezes será ele quem levará a empresa para a falência. Retomando a questão da decisão, diria que não é tão importante saber se a decisão foi acertada, mas que é de suma importância saber quais ferramentas cada um usa para decidir.

Em Filosofia Clínica, ao longo da terapia, descobrirmos quais são as ferramentas que uma pessoa usa para tomar suas decisões e percebemos que algumas pessoas dizem exatamente o contrário daquilo que praticam. Para citar um exemplo, há em Filosofia Clínica uma ferramenta chamada de Esquema Resolutivo que funciona usando os prós e contras de uma decisão, ou seja, se existem mais prós, a pessoa vai por esse caminho, se existem mais contra, ela recua. Essa mesma pessoa que diz pesar prós e contras pode ser a mesma que, quando tem de decidir, sai a pedir opinião e segue a opinião que tem mais peso. Assim, não há prós e contras, mas o conselho de uma pessoa que tem mais influência em sua vida.
Há também pessoas que não conseguem decidir, são aqueles ou aquelas que não conseguem definir o que acontecerá. Comumente há pessoas que entram em organizações e são ótimos no que fazem, desde que não precisem decidir. Algumas destas pessoas deixam o problema ou a questão se desenvolver e ao final, quando a decisão já está dada elas se posicionam. Não há nada de mais nisso, é uma característica, porém nada bem vista pelas pessoas que tem um apreço forte pelas tomadas de decisões.

Uma das formas de se ajudar pessoas com problemas para decidir é usar um procedimento chamado de Roteirizar, isso quando a pessoa tiver propensão a esta técnica. Essa ferramenta cria um caminho diante da pessoa, ou seja, aponta a história toda e ao longo dessa história o que pode acontecer dependendo do que ela decidir. Para algumas pessoas, a criação do roteiro faz com que saibam quando é a hora de decidir e qual será a melhor decisão. No entanto, isso é assim apenas para algumas pessoas, muitas outras funcionam de outra maneira e têm outras ferramentas. Decidir não é necessariamente fazer, decidir consiste em apontar o caminho, para fazer é preciso ter Em Direção ao Desfecho, mas esse é assunto para um próximo artigo.
Por: Rosemiro A. Sefstrom Do site: http://rosemirosefstrom.blogspot.com.br/


Postar um comentário