quinta-feira, 6 de março de 2014

LIDERANÇA

Em meu trabalho como Filósofo encontro, por vezes, uma questão interessante. Algumas pessoas que me procuram têm como demanda ou assunto último, como chamamos em Filosofia Clinica, a busca pela liderança, seja por sua situação na empresa, por uma exigência do cargo ou apenas por vontade de desenvolver essa característica. Mas, será que todos podemos ser líderes? Será que isso não é inato, em outras palavras, vem com a pessoa desde o seu nascimento? De fato, ainda não se sabe de onde vem, mas se tem bastante certeza que algumas características fazem a diferença entre um líder e um chefe.

As diferenças que apresento a seguir não foram criadas por mim, mas por Bernard Bass. Segundo ele “a condução de um grupo de pessoas, transformando-o em uma equipe que gera resultados é chamado de liderança”. Em oposição à liderança existe o chefe ou a atitude de chefia, que seria aquela pessoa que no exercício de um cargo, por força de sua posição hierárquica, manda, exige. As diferenças entre um e outro são muitas, mas entre estas o destaque está em que a liderança independe de hierarquia. O líder é aquele que tem a capacidade de arregimentar as pessoas no seu entorno e conduzi-las numa determinada direção. O chefe tem o dever de fazer chegar em algum lugar e pela obediência dos subordinados cobra os resultados esperados.

Segundo Chiavenatto e Lacombe, existem diversos tipos e formas de liderança, de todas estas me apegarei a uma classificação. Segundo Lacombe a liderança pode ser exercida pelo poder legítimo ( pode ser um rei, o presidente de uma empresa, o poder de referência, um líder religioso, uma pessoa mais preparada) e o poder do saber, uma pessoa que sabe o que os outros não sabem. Concordando e discordando dos autores anteriores podemos dizer que se quisermos classificar os tipos de liderança termos que criar inúmeros grupos e todos os que criarmos ainda não serão o suficiente. Entendo a classificação apenas como uma maneira de tentar abarcar o assunto com definições e termos que mostrem uma forma de se criar uma liderança.

É preciso entender que liderança, assim como tantas outras coisas, é uma habilidade que está totalmente enraizada dentro de questões como o tempo, lugar, circunstância e relação. Hoje, Inri Cristo é ridicularizado por se dizer filho de Deus, por se colocar ao nível de um filho de Deus vivo. No entanto, se voltarmos cinco mil anos no tempo veremos uma sociedade que tinha em seus líderes a presença de Deus na Terra: os Faraós. Isso que só consideramos neste exemplo apenas como fator o tempo. Podemos fazer isso só mudando de lugar, saímos do Brasil e vamos para o Irã. Lá, os líderes religiosos, hoje o aiatolá Ali Komenei, é o Guia Supremo, ou seja, um chefe religioso que comanda seu pais a partir da palavra de Deus. 

A condição de liderança deve ser construída levando em conta fatores externos, como os do parágrafo anterior, e internos. Algumas pessoas têm muita vontade de se tornarem líderes, mas têm pouca ou nenhuma capacidade de decidir ou de fazer decidir. Estou colocando apenas uma questão. Mas é possível sim ensinar uma pessoa a ser líder, porém, nem sempre ela está ou estará preparada para as conseqüências de ser um líder. Assim como os grandes, também os pequenos lideres têm oposição, desde um país até em uma sala de aula, ás vezes, até dentro de casa.

O exercício da liderança não tem conceito fixo em Filosofia Clinica, será um conceito a ser construído com a pessoa e de acordo com ela. Muitos serão ótimos lideres, alguns tantos descobrirão que liderar é coisa que serve para os outros, elas preferem obedecer, seguir.
Por: Rosemiro A. Sefstrom Do site: http://rosemirosefstrom.blogspot.com.br/

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