segunda-feira, 10 de junho de 2013

PERIÓDICO EXISTENCIAL

Uma discussão a respeito de mente e cérebro acabou levando a uma discussão sobre se as doenças realmente existem ou não. Eu, e talvez você, conhecemos pessoas que já tiveram um problema de saúde e que, após muitos exames, nada foi diagnosticado, pessoas que percorreram um longo caminho na medicina e nenhum causador orgânico foi encontrado. Esse é o caso do problema que envolve a mente e o cérebro.


O cérebro é considerado nosso principal órgão, onde fica o centro do sistema nervos. É um órgão extremamente complexo, que nas últimas décadas vem sendo largamente estudado e mapeado. Estes estudos têm vários objetivos, entre os quais entender o funcionamento do cérebro e, a partir disto, construir diversos mecanismos que facilitem a fabricação de remédios que possam ter o efeito desejado para as mais diversas doenças que o afetam. Há ainda o interesse em desvendar a forma como o cérebro funciona, mecanicamente, e talvez aplicar o seu sistema a um computador.

Mente é o estado da consciência ou subconsciência que possibilita a expressão da natureza humana, segundo o site Wikipédia. Mas, em diversas bibliografias, podem ser encontradas outras definições. Segundo a definição acima citada, a mente é um estado, ou seja, uma manifestação de algo, orgânico ou não. Quando digo que estou feliz, segundo minhas vivências, estou vivendo um estado de espírito, isto é uma vivência da mente. Desta maneira a interação entre a mente e o cérebro é o que faz um ser humano algo completo.

Essa problemática mente e cérebro lembra as doenças das quais não encontramos motivos aparentes, orgânicos. Muitos dos males que vivemos no corpo têm suas origens na existência que temos. Quando eu, você, sua esposa ou esposo, vivem sob pressão, como alguns dizem, “no fio da navalha”, como é que o corpo reage? Para muitos nada acontece, mas para alguns o corpo adoece, mesmo com dietas corretas, remédios corretos, a doença do corpo é apenas um sintoma de um mal existencial.

Muitos de nós estamos existencialmente doentes, o corpo apenas avisa, quando assim é possível. Mas, pela facilidade, falta de conhecimento, desleixo, comodismo, acabamos apelando para a medicação química como modo de solução. Um câncer que devora aos poucos nossa existência é tratado com Rivotril. Isso não parece certo, mas é dessa maneira que se procede com frequência. Muitos casos chegam a procurar ajuda, mas vão depois que o mal já se espalhou tanto que só existe a possibilidade de remediar. Não há mais como voltar atrás e reajustar tudo o que ficou pelo caminho.

Olhando para a sua história, para o que vem fazendo no seu dia-a-dia, os remédios que anda tomando ou deveria tomar, estes podem ser os alertas de que é preciso mudar. Mudar não quer dizer deixar de ser quem somos, mas fazer o que sempre fizemos de maneira diferente, mais adequada a nós mesmos. Os males da existência podem ser identificados, assim como os males do corpo. Mas tanto um quanto o outro devem ser tratados. 

É espantoso o quanto se fala de medicina preventiva para o corpo e o quanto não se fala de medicina preventiva para a mente. Todos fazemos exames médicos antes de assumir um emprego numa empresa, mas não fazemos exames existenciais para saber se estamos existencialmente prontos, preparados para este emprego. Nosso corpo pode estar preparado para uma maratona, mas nossa mente pode não estar e provavelmente sairemos perdedores. Deveríamos pensar mais na vida mental e também procurar um profissional para fazer um exame de rotina. A mente pode e em muitos casos é quem comanda a vida, se ela não estiver bem, provavelmente nossa vida não estará bem.

Por: Rosemiro Sefstrom
Postar um comentário