terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

JEITO DE SER!

Talvez você conheça uma pessoa assim, ela repetitivamente cria objetivos, terminando um, logo cria outro. Além disso, ela se vê presa a cada objetivo que cria e não consegue levar sua vida adiante a menos que termine o que começou. Três fatores que aparecem acima são interessantes, o primeiro é a repetitividade, ou seja, a característica de se repetir sempre um mesmo movimento. A segunda característica que aparece é a de criar objetivos, ou seja, metas, lugares onde chegar. Em algumas pessoas é comum a característica de desejar, querer, intencionar. E a terceira e última é a prisão que cada objetivo representa, uma vez que prende a pessoa ou instituição ao objetivo. Para reconhecer pessoas que funcionam assim é bastante simples, basta perceber se a pessoa a diz que não consegue parar, que tem que terminar.

O primeiro fator a ser verificado é a repetitividade em forma de ciclo, que podem ser desde ciclos muito pequenos até ciclos muito grandes. Desde tomar banho uma vez por dia até ir visitar um parente distante a cada dez anos. Estes ciclos são chamados em Filosofia Clínica de Paixões dominantes, um motivo muito simples para isso é a força que os ciclos exercem sobre a pessoa. De onde isso vem? Isso dependerá de cada pessoa, não há um motivo específico. Uma pessoa que tem as paixões dominantes fortes tende a repetir e repetir os comportamentos, mesmo que não veja neles significado algum. Para algumas pessoas sair do ciclo gera medo, insegurança, ansiedade, enfim, não sentem-se bem. Em outras pessoas é justamente o contrário, a rotina é que lhes dá a sensação de segurança, bem estar. Estes ciclos não são bons e nem maus, o significado que é dado por cada um é que os faz serem o que são. Como fazer o balanço de uma empresa, para alguns momentos de alegria, momento de contabilizar o sucesso de um trabalho bem feito. Já, para outros este momento é um momento de chateação, uma vez que o que tem para contabilizar já há um tempo são os pré-juízos.

O segundo fator são as orientações criadas pela pessoa em cada ciclo, buscas que a pessoa ou instituição cria. Uma busca é um direcionamento, um anseio, uma vontade, desde as mais próximas até as mais distantes. Cada pessoa ou instituição, de acordo com sua estrutura, tem determinadas buscas, direcionamentos. Não há nada de mais e é muito normal que pessoas, empresas, instituições tenham objetivos diferentes. Uma empresa quando cria um planejamento anual, o termo anual já dá o ciclo onde ele acontece, ela está apontando determinadas direções para este ano. Boas ou más elas deverão ser concretizadas, como forma de cumprir o ciclo. Na vida pessoal não é diferente, para as pessoas que funcionam assim. Pessoas que criam objetivos de curto, médio ou longo prazo, estão dando às suas vivências um direcionamento. Se irão chegar onde querem, isso realmente dependerá da trajetória e de vários outros fatores ligados às estrutura de cada um.

No terceiro fator está a Armadilha Conceitual, o termo sugere que a armadilha é e existe somente enquanto conceito. E é assim mesmo, a prisão só existe se aquele que estiver preso conceitualmente se sentir assim. Como um empresário que olha para a empresa e diz: “Acho que fiz o que podia ser feito, vai quebrar”. Ao seu lado um jovem funcionário diz: “Há uma saída”. Enquanto um vê o fim do túnel, o outro vez a luz no fim do túnel, ou seja, a prisão dependerá do ponto de vista de quem está olhando. Uma armadilha é uma prisão, um mecanismo que lhe impede de sair do lugar. Para fazer um exercício bem simples e entender, pense no que lhe impede de sair correndo e gritando agora. Tudo o que você pensar é uma armadilha. Não é que você não possa, mas existem mecanismos que dizem que você não pode e você acredita neles.

Juntando tudo, temos uma pessoa que a cada tempo quer algo e vai em busca, sem terminar não pára. Não há nada de errado em ser assim e viver assim, mas algumas pessoas a certo ponto da vida acham sinceramente que já está bom onde chegaram, mas não conseguem viver sem estar buscando. Para outras o problema está nos objetivos que colocaram são inatingíveis, a pessoa quer seguir em frente, mas estão presas. Podem acontecer diversos outros tipos de problemas que levem a pessoa a não viver bem. Cada um está estruturado diferente dos outros e é exatamente por isso que os problemas de vida de cada um, são imensamente diferentes dos problemas da vida do outro.
Por: Rosemiro A. Sefstrom Do site: http://rosemirosefstrom.blogspot.com.br/


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